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Psiquiatria infantil e do adolescente


A Psiquiatria da Infância e da Adolescência é uma especialidade bastante recente, tendo se firmado, a nível mundial, em 1938, quando foi instalada sua primeira cátedra na Universidade de Paris, dirigida pelo Prof. G. Heuyer.

Existe uma política de saúde para a Psiquiatria da Infância e da Adolescência no Brasil?

No Brasil, apesar dos esforços pioneiros de diferentes pessoas, a Psiquiatria da Infância e da Adolescência ainda se apresenta de maneira incipiente, o que ocasiona imensas dificuldades no atendimento à criança portadora de quadros psiquiátricos.

Em uma primeira consideração, problemas psiquiátricos parecem ser de pouca importância para a população infantil. Provavelmente, essa é uma das razões que faz com que não tenhamos, em nosso país, uma política definida de Saúde Mental Infantil o que provoca um círculo vicioso: os problemas infantis não são diagnosticados e, quando o são, as dificuldades para o seu tratamento são imensas.

Paralelamente, o descaso e a ausência de interesse por parte da sociedade faz com que poucos profissionais se interessem pela área, dificultando mais ainda esse atendimento.

Enquanto os Estados Unidos contam com cerca de 6.000 profissionais ligados à Psiquiatria da Infância e da Adolescência, número considerado insatisfatório, nós contamos com menos de 200, concentrados, em sua maior parte, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Qual a importância da Saúde Mental da população infantil?

No Brasil, a freqüência dos quadros dos distúrbios mentais mais importantes pode ser considera alta.

Assim, imaginamos (uma vez que as estatísticas específicas são inexistentes em nosso país), a partir de dados colhidos em outros locais, números da ordem de 5% para Retardo Mental, 5% para Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade, 4% de Depressão em adolescentes, 4:10.000 para quadros autísticos, e assim sucessivamente. Podemos dizer que, ao menos teoricamente, a Saúde Mental da população Infantil deveria ser uma prioridade uma vez que implica em perdas escolares, problemas de adaptação e de conduta que se refletirão no desenvolvimento de sua personalidade, ocasionando danos futuros a esse ser quando adulto e à sociedade na qual ele se inserirá. Pensar na criança em seu desenvolvimento significa pensar no adulto futuro em seu processo adaptativo e social.

Quais são as características e doenças psiquiátricas da criança no primeiro ano de vida?

Ao nascer, a criança apresenta reflexos característicos à própria espécie, que lhe permitem sobreviver e, gradativamente reagir aos estímulos ambientais, construindo pouco a pouco o psiquismo infantil.

No primeiro ano de vida, ela passa de um ser eminentemente reflexo para um ser que estabelece esquemas de causalidade (um fato ocasiona uma conseqüência), de persistência de objeto (um objeto continua existindo mesmo com seu desaparecimento do campo visual) e outros. Dessa maneira, passa de um ser indiferenciado para alguém com gradativa consciência de si mesmo (inicialmente a partir da noção de corporeidade), que se relaciona socialmente primeiramente com a própria mãe (socialização elementar), para posteriormente se relacionar com a família e com a própria sociedade (fato esse que ocorrerá bem mais tarde, lá pelo segundo ou terceiro ano de vida).

Nesse momento, as patologias psiquiátricas infantis refletem duas possibilidades. Ou lesões que afetam diretamente o Sistema Nervoso Central, ocasionando patologias graves, como Retardo Mental ou quadros autísticos, ou reações ao próprio ambiente, como por exemplo os quadros de hospitalismo em que a criança, na ausência da mãe, retrai-se e isola-se, desinteressando-se por tudo que a cerca.

Como é o desenvolvimento mental da criança na fase pré-escolar?

Por volta dos dois anos de idade, a criança adquire a capacidade de utilização de símbolos que permite, por exemplo, a resolução de problemas em ausência concreta dele, ou seja, a criança começa a desenvolver mentalmente os passos necessários para a solução da questão proposta.

Paralelamente, desenvolvem-se também os processos de memória, que nessa fase não mais necessitam de estímulos externos e podem ser acessados voluntariamente pela criança, de pensamento e de linguagem oral, inserindo-a de forma mais adequada no contexto social que lhe rodeia.

Nesta fase, a criança inicia a construção de sua identidade sexual bem como do papel sexual a ela implícita, de padrões morais copiados do próprio adulto. Adquire também a capacidade de organizar jogos simbólicos que lhe permitem brincar com outras pessoas e de começar a representar graficamente seu próprio mundo a partir daquilo que sabe sobre ele.

Quais são as patologias na idade pré-escolar?

Nesse momento, algumas patologias podem ser bem identificadas, como os quadros depressivos que, no pré-escolar, tem uma prevalência de cerca de 0,9%, quadros ansiosos como a ansiedade de separação.

Os transtornos de déficit de atenção e hiperatividade que, mesmo sendo mais facilmente visualizados na etapa posterior de desenvolvimento já podem estar presentes aqui.

Quadros graves, como autismo e retardo mental, mesmo aparecendo já na etapa anterior, são mais facilmente identificados neste período pois já se espera da criança maior desempenho e sociabilidade.

Como é a evolução da criança na idade escolar?

Aos sete anos, o padrão de pensamento da criança altera-se. Ela passa a utilizar hipóteses que lhe permite avaliar melhor o seu mundo, checando-o e assim, construindo-o de forma mais próxima à realidade.

Inicia-se, então, a construção de uma moral autônoma, a partir do questionamento do mundo adulto, representado por pais e professores e pela relação com outras crianças.

Estabelecem-se regras definidas e fixas, que também se estruturam nos jogos, que servirão de base para os relacionamentos sociais. Esses jogos começarão a se manifestar enquanto jogos de construção nos quais a criança, ao brincar, desenvolve e estimula a própria criatividade dentro de um contexto de realidade mais exato. A mesma característica pode ser observada também no desenho, que passa a representar de maneira cada vez mais exata a própria realidade, prendendo-se em aspectos formais.

Categorias físicas como espaço, tempo, peso, massa, formas, volume, são cada vez mais estruturadas, permitindo-lhe uma visão de mundo bastante precisa e concreta.

Como detectar as patologias psiquiátricas na idade escolar?

A partir dos sete anos, as patologias são detectadas principalmente em função do rendimento escolar com os transtornos de aprendizado, acompanhados pelos transtornos de déficit de atenção e hiperatividade (com prevalência ao redor de 2% nessa faixa etária), pelos retardos mentais (percebidos com freqüência nesse momento em função da não correspondência aos programas educacionais) e pelos demais quadros psiquiátricos como depressões, manias, quadros ansiosos como pânico, transtornos obsessivos e tantos outros passíveis de cuidados e acompanhamento.

Quais as patologias psiquiátricas na adolescência?

A entrada na adolescência traz mudanças significativas no processo de pensamento desse ser.
Ele passa a se valer de pensamento abstrato que lhe proporciona a possibilidade de estabelecer hipóteses sobre fatos imaginários, o que lhe permite avaliar e escolher possibilidades. Assim surge sua crise decorrente da sua liberdade e da responsabilidade. Com ela e a estruturação do psiquismo, significados passam a ser estabelecidos e as patologias psiquiátricas tomam uma forma mais semelhante àquela do adulto, com o aparecimento dos quadros delirantes e alucinatórios, depressões e tentativas de suicídio, quadros delinqüenciais e tantas outras patologias de importância fundamental.

Como diagnosticar e tratar as doenças mentais na criança e no adolescente?

Um diagnóstico, para ser estabelecido, depende de conhecimento do próprio desenvolvimento da criança, bem como de uma abordagem especializada e multidimensional o que, em nosso meio carente e pouco interessado, é de extrema dificuldade.

Além de uma abordagem psicofarmacológica, hoje de extrema importância no tratamento das doenças mentais da infância e da adolescência, necessita-se também de abordagens psicoterápicas, uma vez que a criança enquanto ser em evolução, está em processo de desenvolvimento e, com o aparecimento dos quadros de distúrbios mentais, constrói sua identidade de maneira deficitária.

Nesse contexto, o suporte familiar é indispensável, uma vez que essa família será o fator de contenção afetiva necessário para que a terapêutica se mostre eficaz.

Joel Proença Feijó

 

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DR. JAIME CESAR SOUZA - DIRETOR-TÉCNICO-MÉDICO - CRM-SC 1987

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