VERÃO
COMBINA COM SAÚDE !
A Desidratação
A
desidratação é a perda de líquidos
e sais minerais do corpo. Normalmente, perdemos em média
2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes,
suor ou até mesmo pela respiração. Essa
perda pode ser aumentada por vários fatores no verão.
O aumento da transpiração, ou ainda alterações
provocadas pela ingestão de alimentos contaminados
ou mal conservados como vômitos e diarréias são
mais freqüentes neste período
Quando
uma pessoa está desidratada, ela apresenta sede, fica
muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas, olhos
ressecados e fundos e mais irritada.
A
desidratação pode ser grave e por isso, deve
ser evitada. Algumas dicas importantes para prevenir a desidratação
são: prefira local arejado e com sombra, use roupas
leves, e ingira constantemente líquidos, deve-se estar
atento também aos alimentos consumidos.
O
soro caseiro pode ser utilizado sempre que se suspeitar de
uma desidratação. Ele deve ser feito misturando
uma colher de chá de açúcar e uma colher
de café de sal em um litro de água. Deve-se
oferecer à pessoa desidratada à vontade a cada
20 minutos e após cada evacuação no caso
de diarréia. Há casos em que a desidratação
se torna mais grave sendo necessário o atendimento
hospitalar.
Insolação
A
insolação é provocada pela exposição
excessiva ao sol. Ela pode provocar intensa falta de ar, dor
de cabeça, náuseas e tontura, temperatura do
corpo elevada, pele quente, avermelhada e seca, extremidades
arroxeadas e até mesmo a inconsciência.
Mesmo
sem estar diretamente exposto ao sol, é possível
ter insolação. A areia reflete o sol e, desse
jeito, aumenta a temperatura da pessoa pelo calor, não
pela exposição direta ao sol. Nesse caso, a
pessoa não queima, mas assa. Os sintomas são
idênticos aos da insolação.
Na
insolação ocorre também desidratação
e o individuo apresenta queimaduras que no início se
manifestam por pele vermelha e ardida e quando em estágios
mais avançados e graves, leva a formação
de bolhas na pele.
Ao
primeiro sinal de insolação, é aconselhado
que a pessoa procure a sombra além de se hidratar de
forma adequada. Em casos graves de queimadura e de aumento
da temperatura corporal, é necessário procurar
o atendimento médico.
As
pessoas devem evitar tomar sol entre 10h e 16h (11h e 17h,
no horário de verão), e não devem fazer
exercícios físicos sob o sol nesse horário.
É aconselhado também, tomar cerca de dois a
três litros de água por dia, e usar protetor
solar pelo menos 15 minutos antes da exposição
do sol, repetindo a aplicação a cada duas horas.
Micoses
Como
o verão é a estação mais quente
do ano, transpiramos muito e temos mais contato com a água.
Isso faz com que a nossa pele fique úmida por mais
tempo. A umidade da pele favorece o aparecimento das micoses,
que são doenças causadas por fungos e que podem
ser adquiridos na praia ou nas piscinas. Em contato com a
pele úmida, os fungos se desenvolvem rapidamente.
Todo
o corpo pode ser afetado pelas micoses. No verão, é
mais comum o acometimento das virilhas, pés e unhas.
A
doença inicia-se sempre por uma pequena lesão
vermelha. Provoca escamação contínua
da pele e coceira. O stress e o sol podem facilitar a sua
manifestação.
No
pé, a micose mais freqüente é o pé-de-atleta,
ou frieira. Ela ocorre entre os dedos. Esse tipo de micose
quando não tratada pode facilitar a entrada de germes
na perna provocando erisipelas, além disso com o passar
do tempo provoca mau cheiro.
Nas
unhas a doença mais freqüente é a onicomicose.
É provocada por fungos e também por outro tipo
de microrganismo comum na natureza: as leveduras. Inicia-se
na ponta da unha, deixando-a amarelada. Dói bastante
e incomoda. Aos poucos, a unha fica espessada e com aparência
feia.
Ao
sinal de micose, deve-se procurar o dermatologista. A automedicação
não é aconselhada já que as micoses podem
ser confundidas com outras doenças.
O
Bicho-de-Pé
O
bicho de pé também pode atrapalhar as suas férias
e é comum nas áreas rurais. Ele é um
tipo de pulga, denominado Tunga penetrans que se aloja na
pele para alimentar-se do sangue e para por seus ovos. Ela
pode se alojar em qualquer parte do corpo, mas prefere a região
próxima às unhas. Começa com uma leve
coceira no local, que pode evoluir para quadros mais graves.
Caso acometido pelo bicho-de-pé, deve-se procurar o
médico para sua remoção. Há casos
em que é necessário o uso de antibióticos
e também da vacinação contra tétano.
Intoxicação
Alimentar
Nas
férias é comum que as pessoas se alimentem na
praia, no clube ou em outros locais que muitas vezes não
possuem higiene adequada no preparo e conservação
dos alimentos. As refeições em self-service
que são comuns nestes períodos, os salgadinhos
na praia, os peixes e outros petiscos que na maioria das vezes
ficam expostos por longos períodos à temperatura
ambiente são os principais causadores da intoxicação
alimentar.
Intoxicação
alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis
que uma pessoa experimenta depois de ingerir alimentos contaminados
por microorganismos nocivos. Os microorganismos afetam diversos
tipos de alimentos, não sendo obrigatório que
ele esteja estragado para que ocorra a contaminação.
São várias as causas de intoxicação
alimentar.
Quando
uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver
alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo
causador do distúrbio. Um alimento contaminado pela
Salmonela, por exemplo, que é um microorganismo que
atinge as carnes, pode causar diarréia, um simples
desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre,
cefaléias, e até mesmo, desidratação
grave.
Em
geral, os sintomas da intoxicação alimentar
duram poucos dias. Nos casos menos graves, um dia de repouso
e a ingestão de uma grande quantidade de água
ou de sucos, são suficientes para compensar a perda
de líquidos provocada pela diarréia ou pelos
vômitos. Nos casos mais graves, é necessário
procurar um médico para o tratamento especifico contra
o agente causador da intoxicação. A intoxicação
alimentar nos casos mais graves pode ser fatal.
Com
alguns cuidados básicos você poderá fazer
com que o verão seja ainda mais prazeroso.
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